Thais Dias Santos

Expectativa não é tratamento


Resultados mais prolongados não dependem apenas de procedimentos, mas da união entre ciência, hábitos saudáveis, alimentação equilibrada, atividade física, sono de qualidade e um plano de tratamento individualizado.


Será que um procedimento estético é capaz de transformar uma vida?


A resposta pode surpreender. Sim, quando ele resgata a autoestima, devolve a confiança e melhora a qualidade de vida. Mas não quando se espera que ele substitua hábitos saudáveis, corrija anos de descuido ou realize milagres.


Vivemos em uma época em que a estética nunca esteve tão presente. As redes sociais exibem rostos impecáveis, corpos esculturais e promessas de resultados quase instantâneos.


Em poucos minutos de navegação, somos levados a acreditar que a solução para qualquer insatisfação está a apenas um procedimento de distância.


A realidade é que os melhores resultados nunca acontecem por acaso.


A ciência evoluiu de forma extraordinária e a estética moderna dispõe de recursos cada vez mais seguros e eficazes. Ainda assim, nenhum tratamento é capaz de vencer sozinho os efeitos do sedentarismo, da alimentação inadequada, do estresse crônico, das noites mal dormidas, do tabagismo ou da falta de autocuidado.


Procedimentos potencializam resultados, mas não substituem um estilo de vida saudável.


Outro aspecto que merece atenção é a expectativa. Muitas pessoas chegam ao consultório influenciadas por imagens filtradas, comparações constantes e padrões de beleza que, na maioria das vezes, não correspondem à realidade.


A busca pela perfeição pode fazer com que se perca aquilo que existe de mais valioso: a própria identidade.


Expectativa saudável não é esperar milagres.

É compreender que os melhores resultados são construídos por uma parceria entre paciente e profissional, em que ambos compartilham responsabilidades.


É justamente por isso que a avaliação individualizada ocupa um papel central na estética atual. Mais importante do que indicar um procedimento é compreender quem está diante de nós.


Cada organismo responde de maneira única. Genética, rotina, alterações hormonais, doenças, exposição solar e diversos outros fatores influenciam diretamente o envelhecimento e a resposta aos tratamentos. Não existem fórmulas prontas quando o assunto é cuidar de pessoas.


Existe também uma responsabilidade que nem sempre é percebida pelo paciente: a do profissional. Ética em estética não significa apenas dominar técnicas ou acompanhar as inovações do mercado.


Significa ter conhecimento e sensibilidade para indicar o tratamento adequado e, principalmente, reconhecer quando um procedimento não é a melhor escolha.


Em determinadas situações, o primeiro passo não está na seringa, no equipamento ou na tecnologia, mas na orientação, na mudança de hábitos ou até mesmo na decisão de não realizar nenhum procedimento. Cuidar também é saber dizer “não”.


A boa estética não busca transformar alguém em outra pessoa. Seu verdadeiro propósito é valorizar características individuais, preservar a naturalidade e promover bem-estar.


O sucesso de um tratamento não deve ser medido apenas pelo que mudou no espelho, mas pela segurança, pela confiança e pela satisfação de quem voltou a se reconhecer diante dele.


No fim das contas, a estética de maior valor não é aquela que promete transformar rostos, mas a que respeita histórias.


Cada paciente chega trazendo muito mais do que uma queixa estética: traz vivências, inseguranças, expectativas e sonhos.


É por isso que não existem tratamentos padronizados para pessoas que nunca foram iguais.


Quando ciência, ética e sensibilidade caminham juntas, o procedimento deixa de ser apenas uma intervenção estética e passa a representar cuidado, respeito e qualidade de vida.


Ao final, talvez a pergunta mais importante não seja “qual procedimento eu preciso fazer?”, mas sim: “que estilo de vida estou construindo para sustentar os resultados que desejo?”


Artigos de Augusto Damas


Por Augusto Damos 8 de junho de 2026
A imprensa no Brasil teve início em 1808, com a chegada da corte portuguesa liderada por Dom João VI ao Rio de Janeiro. Até então, a circulação de informações impressas era proibida na colônia. A mudança ocorreu com a instalação da Imprensa Régia, na residência de Antônio Araújo de Azevedo, o Conde da Barca, localizada na Rua do Passeio, nº 44, no centro da capital. O equipamento tipográfico, trazido da Inglaterra, possibilitou a produção das primeiras publicações oficiais no país. Em 10 de setembro de 1808, passou a circular a Gazeta do Rio de Janeiro, considerado o primeiro jornal publicado em território brasileiro. De caráter oficial, o periódico divulgava informações de interesse da corte portuguesa, como atos governamentais, notícias da família real e acontecimentos da política europeia, especialmente relacionados às guerras napoleônicas. No mesmo ano, em 1º de junho, foi criado em Londres o Correio Braziliense, editado por Hipólito José da Costa. Diferente da Gazeta, o jornal apresentava uma linha editorial crítica, defendendo ideias liberais como a monarquia constitucional e o fim da escravidão. Por esse motivo, enfrentou resistência da corte portuguesa e circulava no Brasil de forma clandestina. O Correio Braziliense foi publicado até 1822, totalizando 175 edições. Historicamente, há divergências sobre qual teria sido o primeiro jornal brasileiro: sob o critério cronológico, o pioneirismo cabe ao Correio Braziliense; já considerando o local de impressão, a primazia é da Gazeta do Rio de Janeiro. Com a evolução da imprensa, surgiu em 1º de junho de 1821 o Diário do Rio de Janeiro, dirigido por Zeferino Vitor de Meirelles. Inicialmente voltado a anúncios e informações comerciais, o periódico também passou a abordar temas políticos, demonstrando alinhamento com as ideias de independência. A censura à imprensa foi formalmente abolida por decisão das Cortes de Lisboa, mas a garantia plena da liberdade de expressão no Brasil só foi consolidada com a Constituição de 1824. No século XX, os meios de comunicação avançaram para além do impresso. Em 20 de abril de 1920, teve início a radiodifusão no país, com iniciativas lideradas por Edgar Roquette-Pinto no Rio de Janeiro. Já em 1950, o Brasil entrou na era da televisão com a criação da TV Tupi, idealizada por Assis Chateaubriand. A emissora foi pioneira na transmissão de imagens no país, permanecendo em atividade até 1980. Atualmente, com o avanço das tecnologias digitais e da inteligência artificial, os meios de comunicação continuam em constante transformação, ampliando o acesso à informação e redefinindo a forma como a sociedade se comunica.  Comendador Augusto Antonio Carvalho Damas